Silêncio = contrário do ruído.
Hoje em dia vemos ruído desde que nos levantamos até que nos deitamos.
Quando pensamos em ruído, depressamente pensamos no ruído auditivo, mas pode também ser visual. É lógico admitir que trabalhar na área do design nos traz todos os dias confrontos com ruídos, no processo empírico de design se traduz em tentativa/erro. A procura da forma, da cor, do tipo de letra certa. O objectivo é o equilíbrio, a harmonia. Antes de qualquer espectáculo, vem o silêncio, antes da criação vem o pensamento.
No extremo do contraste, o preto e o branco são a simbiose perfeita entre contexto e conteúdo. É graças ao silêncio do branco que se ouve o preto a tocar, ou vice-versa, e basta seguir um pouco essa conduta para conseguir uma comunicação eficaz, perspicácia na mensagem.
É o mesmo que dizer que uma imagem tem de acompanhar um texto, um tipo de letra tem de acompanhar as cores, as imagens, resumindo todos se acompanham e complementam para atingir o objectivo e entrar no Silêncio.
Todos nós andamos rodeados de imagens, sons e cheiros em excesso e precisamos equilibrar as coisas. É impressionante a capacidade que temos de imaginar e raciocinar a partir de uma coisa tão pequena, como um ponto, pois a partir dele nascerá uma linha e assim por diante.
Venha o silêncio, para podermos pensar! Ou também será possível reflectir no ruído? É contraditório?



